quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

A estrela chorou azul.2001
Acrilica ,carvão e paintstick s/ tela - 100x110cm
Monica Cella

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Bem-me-quer Mal-me-quer.1998
acrilica,carvão e paintstick s/ tela-160x110cm




A potência criadora existe em todos nós, seres humanos.Isso nos caracteriza como seres pensantes e criativos que somos.Inúmeros fatores porém, são determinantes no desabrochar completo dessa potencialidade.
Pode-se dizer que tudo começa na infância quando iniciamos nossa descoberta do mundo através do ambiente que nos cerca. O contato do corpo com as texturas que nos envolvem, o calor e o frio; o contato oral com o seio da mãe que nos apresenta o mundo lentamente. Mais tarde, o rolar e engatinhar no chão, o levantar e o cair. A organização do equilibrio.A postura ereta nas infindáveis tentativas de se manter em pé ( a verticalidade e suas inúmeras conotações).Aprendemos então, o real e inaugural significado de inúmeros conceitos ( longe/perto,alto/baixo,macio/áspero,duro/liso...etc) que vamos registrar pela primeira vez em nosso psiquismo, nos possibilitando a vivência real e concreta de tais noções.Lentamente, o mundo se alarga e nossa percepção dele também.Vemos cores e formas, sons e movimentos, sabores e texturas e tudo isso se mistura ao nosso interagir com o mundo, possibiltando infinitas configurações e diferentes dinâmicas que se apresentam neste aprendizado lúdico que fazemos do espaço e das coisas.O brincar neste contexto é de vital importância para a elaboração de diferentes conteúdos no psiquismo da criança e seu desenvolvimento pleno e integral posterior.Nossa natureza é programada para o desenvolvimento de todas nossas potencialidades criativas,lúdicas e imaginativas.Somos guiados pela nossa inteligência natural a esse desfecho pleno e feliz.
Porém no desenrolar de todo esse processo, existem muitas interferências externas do meio (através de impedimentos, negativas recorrentes às tentativas e experimentações pela criança )que tolhem essas possibilidades, dificultando o seu livre curso.Ou contextos que são inadequados ao desenvolvimento natural destas.A atual organização das estruturas educacionais que vivemos são, na verdade agentes cerceantes de um processo bem sucedido.
Se os adultos soubessem da real importância do brincar na vida da criança, com certeza daríam muito mais espaço e estimulo a esta atividade tão fundamental para o estabelecimento de importantes estruturas psiquicas no desenvolvimento completo dos seres e sua plena capacidade criativa.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007




Uma canção para o verão.1998
Acrilica, látex, carvão e paintstick s/ tela - 166x110cm

Monica Cella

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007


têmpera s/ papel - 2004
monica cella

Série brincadeira de criança

Uni duni tê;2000
ast/Monica Cella
Os bichos e o mar;2000
ast/Monica Cella
A casa dos bichos
ast/Monica Cella
Os bichos
ast/MC
Festa no céu acrilica e carvão s/ tela - 2002 monica cella
sem titulo - 110x100cm
acrilica e carvão s/ tela - 2002
monica cella

SERIE MENINAS

Menina anjo;
acrílica s/ tela- Monica Cella
Menina com cachecol;
Acrílica s/tela-Monica Cella
Menina olhando a lua;
Acrílica s/tela-MonicaCella
menina no balanço-1998;
acrílica s/tela -Monica Cella
Tomo a liberdade de reproduzir um artigo de Ivan Marinho (professor e artista plástico). Extraído do site: http://www.artewebbrasil.com.br. A INSTITUIÇÃO DO EFÊMERO E O CULTO AOS FINS Tenho me cobrado muito coerência com o que digo, para que não me veja seccionado entre o que falo e o que faço. Para mim, todo processo de trabalho humano deve buscar a integração entre o que se executa e o que se intenciona. E estas intenções, para além das vaidades pessoais, devem se fundar no bem comum a partir do exercício intimamente individual de transcendência do próprio indivíduo. Na sociedade fragmentada que se configura, onde o mercado ocupa o lugar da alma do ser humano, impõe-se uma práxis que revifique o homem enquanto espécie e a espécie enquanto parte de um todo infinito e indecifrável em sua plenitude. O pós-modernismo, alicerçado sobre o vazio entre o dado real e a infinitude de possibilidades do porvir, optou pela efemeridade de insignificações processuais, que atende ao apelo forjado pelo Mercado no sentido de individualizar e hedonizar o sentimento humano perante a perplexidade criada sob o paradigma da temporalidade existencial. O homem, que criou mitos e deidades buscando uma aproximação, uma integração com a eternidade cósmica, nutrido pelo sonho comum de felicidade geral, vê-se, vitimado pela fragmentação do trabalho e do saber, compungido a viver em função do prazer imediato, que desfaz o sentido de espécie pondo fim à experiência de continuidade histórica pela transferência e criação de novos valores sócio-culturais, bem como ao ímpeto de transcendência do real no processo de integração com as forças do universo. A cultura norte-americana, onde germinou o pós-modernismo, é fincada na teoria educacional de Scinner que, por sua vez, estende-se sobre a teoria Pavloviana do condicionamento. Estas práticas, que se tornaram dominantes, privilegiam os fins em detrimento dos meios e, enganosamente, provam sua eficácia pela minoração do percurso a ser percorrido para se alcançar um objetivo qualquer, normalmente relacionado ao consumo de bens materiai
Enquanto cresce o filho do Mercado, neto dos Aparelhos Ideológicos do Estado, o Pós-modernismo, irmão do Neo-liberalismo, reproduz-se descontroladamente o que se chamou de alienados, lumpezinato,consciências ingênuas e que, agora, pode-se chamar de objetos da Matrix.
E nessa história de objeto, sua vida pode não valer mais que um tênis. Cuidado! Ivan Marinho Professor e artista plástico ivanmarinhofilho@gmail.com