domingo, 12 de junho de 2016

Keri Smith








E tem o trabalho fantástico dessa artista Keri Smith que pensa, cria e da dicas de como pensar fora da caixa. 
Keri Smith é uma ilustradora/artista conceitual e escritora de diversos livros bestsellers tais como: Wreck This Journal (Penguin), This is Not a Book (Penguin), How to be an Explorer of the World -the Portable Life/Art Museum,(Penguin), Mess: A Manual of Accidents and Mistakes (Penguin), The Guerrilla Art Kit (Princeton Architectural Press), Finish This Book (Penguin), and The Pocket Scavenger (Penguin) - os títulos estão em inglês porque na verdade não sei se foram publicados em português.
Os livros fazem mímica da própria historia de vida da artista. Desde pequena uma "rebelde" na contramão do sistema. Nunca se adaptou a  escola e somente tarde na adolescência frequentou uma escola de artes onde só então descobriu um novo mundo que refletia seu "estranho" universo interior. A arte e a leitura foram recursos que se utilizou para descobrir seu talento. Desconstruir as coisas para depois ressignifica-las.
Em 2007 durante uma noite de insônia, Keri rabiscou a lista abaixo. Mais tarde a ideia inicial se transformou em livros e outras ideias.
Keri escreve em seu livro que suas ideias são de "segunda mão", reinventadas, emprestadas ou reorganizadas de varias fontes, de diversos autores e pensadores que ela leu durante sua vida e os quais tiveram influencia na sua formação "autodidata".

Seu trabalho busca engajar a paticipacao do leitor/espectador através de micro - projetos. Atividades lúdicas e poéticas ou dicas que ela sugere ao leitor a fim de redescobrir e recriar o mundo a nossa volta. Ela propõe um novo envolvimento com os objetos cotidianos ao seu redor. Coletando coisas, objetos encontrados, pensamentos, idéias, histórias, coisas da naturezabuscando padrões, etc. No seu dia a dia, a caminho do trabalho por exemplo ou em viagens e nas mais diversas situações da vida cotidiana. Ela acredita que a arte pode estar nas mãos das pessoas comuns, do indivíduo e não tão e somente dentro do circuito fechado das instituições, como galerias e museus por exemplo. As pessoas não precisam de um espaco formal para criar e mostrar coisas, você faz o seu próprio museu. Você 'e quem decide o que vai fazer parte da sua coleção, daquilo que 'e interessante para você. A ideia vai além do senso comum, e você não precisa necessariamente expor suas coisas ao publico. Ela te da dicas de como coletar, organizar e expor suas ideias em seu museu privado. Na verdade a ideia toda não 'e somente voltada para artistas ou pessoas ligadas a atividades criativas. Mas sim para todas as pessoas. São passos que potencializam nosso potencial criativo independentemente de sua atividade, de você ter ou não alguma habilidade com a arte. Exercitando a criatividade que todos temos, estamos criando um espaco dentro de nos que faz conexão com outras habilidades. A resolução de problemas de uma nova maneira, desenvolver novas ideias e encontrar a ligação entre ideias, mudar perspectivas e paradigmas existentes. Um impulso para estimular nossa imaginação criadora, tão útil e tão esquecida quando nos tornamos adultos.


Pessoas assim são úteis para a saúde do planeta e da humanidade em geral. Através de modos diferentes de ver o mundo podemos chegar algum dia a um mundo mais leve, honesto, justo e prazeroso.









Tradução da lista acima:

Como ser um explorador do mundo
1.Esteja sempre olhando (perceba o chão abaixo de seus pés);
2.Considere tudo que 'e vivo e animado;
3. TUDO 'e interessante. Olhe mais de perto.
4.Mude seu caminho com frequência;
5.Observe por longos períodos (e curtos também);
6.Perceba as historias acontecendo ao seu redor;
7.Perceba padrões, faca conexões;
8.Documente suas descobertas (anotações de campo) de todas as maneiras;
9.Incorpore incertezas;
10.Observe movimentos;
11.Crie um dialogo pessoal com seu meio, fale com ele;
12.Rastreie as coisas de volta as suas origens;
13.Use todos os sentidos em suas investigações.










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